terça-feira, 27 de julho de 2010

UM SÁBADO COM OS ENFERMOS DE LEPRA DO ROVISCO PAIS !

Quando a Vida pouco oferece resta o canto !
Que encantador este Sr. Fernando (enfermo), que bem que canta!
Sempre que fomos ao Rovisco Pais, e já o fazemos, há mais de uma década, sempre este enfermos nos soube brindar com o seu canto.
Talvêz seja a única razão para sorrir à Vida - cantando.
Que delícia!
Obrigado queridos enfermos pelo vosso testemunho de AMOR A UMA VIDA tão marcada por uma enfermidade cruel.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

E ASSIM ESTIVEMOS UM DOMINGO COM OS ENFERMOS DE LEPRA, NA TOCHA!


Domingo de manhã, pelas 8h 30m saía de junto da casa do Grupo Local da APARF de Ermesinde, bem junto à igreja matriz, uma camioneta, gentilmente cedida pela Junta da Freguesia de S. Pedro Fins, em direcção à Tocha, Cantanhede.

Para esta autarquia que se fez representar pelo Amigo Sr. Alvarinho Sampaio (Tesoureiro) o nosso reconhecido OBRIGADO.

Ao motorista Sr. Benjamim também o nosso bem-haja pela simplicidade e simpatia.
Nela iam membros do Grupo Local da APARF, de Ermesinde (Mónica, Graça, Domingos, Pedro Sousa, Miguel e João), voluntários (o Nuno Pereira, o Vicente, o Lobão, o Hélder, a Isabel e a Ana Luísa) e amigos das vítimas da lepra e de todas as lepras (Olinda e Patrícia Sousa, Pinto e esposa, Aninhas, Emília (pioneira desta luta em Ermesinde) o Filipe e os Pais, duas senhoras de Sampaio e a Albertina (uma senhora do Porto que quer ser voluntária em África).
Após a passagem da ponte do Freixo eram todos convidados a uma oração matinal.
A razão da nossa ida até junto de enfermos tão especiais era a todos explicados, se bem que muitos já saibam bem o porquê destas visitas-convívios anuais na Tocha.
Mas iam alguns cuja entrega à causa ainda é recente... e também os novos acompanhantes - amigos, precisavam saber a finalidade de tal viagem.
Era para estarmos com eles (os enfermos), ouvirmos as suas preocupações e sobretudo, para além de os fazermos sorrir, com a nossa alegria, deveríamos, acima de tudo, dar-lhes o nosso tempo e escutá-los (diferente de ouvir).
Lá chegados saímos da camioneta e entramos no Hospital Rovisco Pais para uma primeira saudação aos doentes e a todos deixarmos uma lembrança concebida por uma jovem designer (voluntária).
Aí senti algum mal-estar e inquietação interior muito forte - alguns que nos conheciam muito bem, por razões de saúde, já têm muita dificuldade em termos auditivos e visuais.
O ícone dos enfermos - o Sr. Abel nem conheceu os seus amigos, na primeira abordagem... insistimos e foi possível o reencontro de amigos.
A D. Emília (uma senhora - doente, muito linda) perturbou-me porque afirmou: "vocês são as pessoas mais importantes para nós" - quanta honra e quanta responsabilidade...
Tornamo-nos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos como nos diz St. Exupery.
Seguiu-se após a primeira saudação a celebração da Eucaristia, momento lindo em que fazemos memória do AMOR DE DEUS por nós, na capela do Hospital, sob a presidência do P. Alexandre, sendo concelebrante o P. António Carlos e o P. Gregório (antigo Presidente da Direcção da APARF).
Na celebração orei ao SENHOR por todos, e são muitos, graças a Deus, os voluntários desta causa e que, pelas mais diversas razões não puderam acompanhar-nos nesta visita.
São de Ermesinde, Susão e Valongo.
São os DOARES de tantas comunidades próximas de Ermesinde e seus Párocos, tão solícitos e generosos na abertura à CAUSA DA LUTA CONTRA A LEPRA E TODAS AS LEPRAS.
Por todos rezei e pedi as melhores bênçãos de Deus.
Almoçamos e após a refeição continuamos a nossa visita aos doentes - afinal a razão da nossa ida até lá.
Fomos ao núcleo habitacional onde saudamos e cantamos para a nossa querida D. Ana (quais rouxinóis a cantar!).
E enquanto isso acontecia o arraial popular continuava junto à entrada principal do Hospital e eu e outros íamos falando aqui e ali com este e aquela doente ou amigo da APARF.
Olho ao meu lado e sou surpreendido (ou não...) pelo membro do Grupo APARF o Miguel que está já há algum tempo numa amena e saudável cavaqueira com o Sr. José do Carmo (doente) e noto uma grande cumplicidade e atenção. O Miguel não se cansa de o escutar - isso mesmo ESCUTA-O, dá-lhe o seu tempo, a sua atenção. Não resisto e tiro uma foto que retrata a forma como se deve estar com estes FILHOS DE DEUS - à escuta... As suas "histórias de vida" são um manancial de conhecimento e
sentido para a nossa Vida. O Miguel entende-o muito bem e deu um belo testemunho neste Domingo. Eu vi. E são estes valores HUMANOS DE SOLIDARIEDADE, RESPEITO E SENTIDO DE SERVIÇO que o Miguel tem procurado transmitir aos seus filhos e de modo especial (porque tenho testemunhado) ao João que é também um voluntário muito dedicado e com grande sensibilidade (filho mais novo).
Num balanço geral eu diria que todos estiveram muito bem, mas o testemunho que mais me tocou nesta visita-convívio (desta vez), foi o do Miguel, membro do Grupo APARF há pouco mais de um ano e que SERVE ESTA CAUSA com um sentido e com um coração enorme.
E ele que me diz que eu o enganei (outras conversas...) ainda bem que o enganei!
Mas não me enganei a mim próprio, muito melhor, DEUS NUNCA SE ENGANA NAS SUAS ESCOLHAS! (através de mim Deus escolheu-o).
AMAR-AGIR é um lema proposto por Raoul Follereau e todos deram um pouco de si, àqueles a quem a VIDA pouco proporcionou.
Na foto:
A cumplicidade do Miguel (membro do grupo APARF de Ermesinde) e do Sr. José do Carmo (enfermo)

sábado, 5 de junho de 2010

27 de Junho de 2010 - VISITA/CONVÍVIO COM OS ENFERMOS DA TOCHA (Cantanhede)!
















JUNTE-SE A NÓS!
VAMOS OFERECER UM DOMINGO DIFERENTE A ESTES IRMÃOS, MARCADOS PELA DOENÇA HÁ LONGOS ANOS!
A ÚNICA VERDADE É AMAR!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O GRUPO LOCAL DE ERMESINDE E O 57ºDIA MUNDIAL DOS LEPROSOS !


Disse Raoul Follereau em 1967: “Um país não é um grande país por ser forte; um país não é um grande país por ser rico; um país só é um grande país se for capaz de muito amor”.

Passados 43 anos desta mensagem deixada pelo “Apóstolo dos Leprosos” que inspira a APARF na sua acção, esta mensagem continua muito actual e verdadeira.
A forma como se viveu em Ermesinde o 57º Dia Mundial dos Leprosos, prova isso mesmo.
Não foi apenas o Domingo 31 de Janeiro, o dia da celebração mundial em prol dos “pobres mais pobres”, mas, como todas as grandes celebrações, a véspera do grande dia foi também um dia de celebração.
E celebrar aqui ganha mais sentido ainda, porquanto só se celebra acontecimentos grandes no caso - o AMOR.
AMOR para com aqueles que nada têm, são esquecidos e não “interessam” - os enfermos de lepra e as vítimas de todas as lepras.
E assim, esta jornada de AMOR, começou bem cedo - para alguns voluntários do serviço fraterno em prol dos leprosos ela começou aí pelas 7h da manhã no Santuário Diocesano de Santa Rita, que muitos invocam como a Advogada das causas impossíveis e que para as possíveis (acabar com a lepra e todas lepras) o homem pode por si, basta abrir o coração e fazer da sua vida uma utilidade para os outros, operando o milagre da partilha.
Os que aqui estiveram fizeram-no desde aquela hora matinal até ao pôr-do-sol, debaixo de um frio muito difícil mas que aqueceu o coração.
Aqui até o Miguel, uma criança de 8 anos quis estar e no seu dizer de criança: “…ó avó quando me vens buscar, para eu também ir para o peditório…”. Muitos lhe sorriam e faziam questão de colocar a sua oferta no cofre que esta criança tinha bem encostado ao peito.
Também na bela e grande igreja Matriz de Ermesinde ali estavam a postos muitos outros e outros voluntários e voluntárias, a sorrir aos que se dirigiam para as celebrações e deles receberem outros sorrisos, traduzidos na alegria de partilhar.
Na semana anterior um dos voluntários que tinha por missão sensibilizar, afirmava numa celebração: “…há quatro coisas que se podem fazer pelos leprosos: a primeira é acolher com simpatia a informação à porta da igreja; a segunda é ler com atenção a mesma; a terceira é a nossa oração por eles e finalmente a quarta é fazermos da nossa vida a partilha…”.
Outros voluntários apareceram à porta da igreja e ao verem os seus Amigos em SERVIÇO sorriram e quiseram colaborar.
O pároco deu à causa e à celebração deste dia uma ênfase muito especial e ia-se informando como corria a campanha.
E aqui aconteceu algo que não queremos esquecer. A avó de um jovem voluntário agora residente no Luxemburgo, o nosso Ricardo Barros, e que viveu um momento dramático de falta de saúde, entregava uma ambulância de cartão com donativos e com uma lágrima teimosa caindo, cheia de alegria a entregava dizendo: “…é do meu neto, que tantas vezes ajudou na campanha e que agora lá longe bem recorda esses tempos e continua a amar a causa e os enfermos de lepra…”. Belo o gesto desta avó e deste neto. Deus há-de dar aos dois a justa recompensa.
Ao mesmo tempo na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, das Irmãs Missionárias do Bom Pastor, acontecia algo de semelhante – voluntários e voluntárias dando o seu melhor em prol desta causa, deste ideal.
Mas não se confinava à cidade de Ermesinde este dia em que as vítimas da lepra e de todas as lepras eram lembradas.
Na vizinha paróquia de Valongo, o Grupo de Jovens de S. Mamede, incentivados pelo seu pároco e animadores, também eles, davam o exemplo, sensibilizando a comunidade e dela recebendo provas de carinho.
E na Capela do Lugar de Susão (paróquia de Valongo) o Grupo de Jovens Nova Estrela, mais uma vez levava a cabo o seu SERVIÇO FRATERNO.
Estes dois grupos organizaram-se, pedindo ao grupo local de Ermesinde o material não só para vender e/ou oferecer mas também de sensibilização – informação, imagens, etc.
Merecem o nosso aplauso e simpatia pelo gesto de dádiva.
Foram muitas horas nos dias 30 e 31 de Janeiro que muitos amigos dos enfermos de lepra prestaram um SERVIÇO FRATERNO tão dedicado e empenhado em favor destes irmãos tão esquecidos e tão pobres – os nossos queridos enfermos de lepra e as vítimas de todas as lepras.
Nestes dias o AMOR triunfou sobre essa “lepra” dos nossos dias tão devastadora – o egoísmo.
E se em Ermesinde os voluntários deste ideal têm já provas dadas e são muitos, outros, seguindo o seu testemunho, foram verdadeiras revelações e deram também muito de si.
É que, de facto, o exemplo é um “gigante” diante das palavras, verdadeiros “anões”.
Aqueles com o seu sentido de SERVIÇO contagiaram estes. É a mensagem de Raoul Follereau: “a epidemia do AMOR”, a concretizar-se.
E se os enfermos de lepra mereceram neste dia a nossa oração e acção, uma palavra para todos aqueles e aquelas que operaram o “milagre da partilha” – os doadores.
Para eles, nestes tempos tão difíceis, a nossa palavra mais especial de gratidão (“memória do coração”) pela generosidade e pelo sorriso que nos ofereceram.
Só nos resta dizer a todos – OBRIGADO.
Mas porque era dia de celebrar, ainda houve lugar para um “jantar de combate”, na sala da casa que uma amiga especial nos permite usar, há já alguns anos e a quem queremos manifestar mais uma vez a nossa gratidão – a Arqt.ª Fernanda Lage.
Nesse “jantar de combate”, para o qual todos os voluntários foram convidados, aqueceu-se o estômago com uma sopa bem quente que tão bem soube e umas pizzas e outras guloseimas que nos ajudaram a retemperar as forças depois de uma jornada tão intensa.
E finalmente o “parabéns a você” neste 57º Dia Mundial dos Leprosos com o partilhar de um bolo feito à medida da celebração e do dia, em que recordamos esses irmãos tão queridos de todos nós.
A todos os que ajudaram a viver este dia de forma tão intensa e que se doaram (Grupo Local da APARF de Ermesinde, voluntários e voluntárias) ou partilharam (doadores), a todos os que nos incentivaram – sacerdotes e religiosas, jornal “A Voz de Ermesinde” e todos os outros que se cruzaram connosco e nos sorriram BEM HAJAM.
“É preciso escolher: saber viver ou não viver”
Só a CARIDADE salvará o mundo.
Porque o sonho comanda a vida dos homens.
Que o sonho de celebrar o 1º Dia Mundial do Mundo sem Lepra, esteja sempre presente na nossa mente e atitude de vida.


P’lo Grupo Local da APARF de Ermesinde
Carlos Santos
Fonte: "O AMIGO DOS LEPROSOS"

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O GRUPO DE JOVENS DE S. MAMEDE DE VALONGO NA LUTA CONTRA A LEPRA !



COMO VIVEU O GRUPO DE JOVENS A CAMPANHA CONTRA A LEPRA?


No passado dia 31 de Janeiro, celebrou-se o dia Mundial dos Leprosos.
Tendo sido solicitada colaboração ao Grupo de Jovens S. Mamede, nesta campanha de luta contra a lepra, doença que ainda nos dias de hoje continua a afectar milhares de pessoas um pouco por todo o mundo, incluindo Portugal, aquele encarou esta actividade como um novo desafio.
Já não sendo inédito participar em campanhas de solidariedade, esta mereceu uma atenção especial: a nossa humilde colaboração poderia ajudar a salvar vidas!
Como é possível, nos dias de hoje, continuar a existir uma doença que se pode combater com apenas 25 euros?
É nestes momentos que nos sentimos pequeninos face aos problemas dos outros.
Num mundo materialista em que pouco se faz pelo próximo, precisávamos parar e pensar um pouco naqueles que realmente nada têm, que lhes falta até a saúde...
O grupo organizou-se e colocou a sua esperança na colaboração generosa de todos os Valonguenses, para que de acordo com as possibilidades de cada um, colaborassem nesta nobre causa.
Pode-se dizer que o sentimento de ajuda ao próximo encheu o coração dos jovens .
Agora que terminou mais esta actividade, cada um dos elementos do grupo saiu desta campanha fortalecido, enriquecido e , sobretudo mais sensível ao mundo que os rodeia.
Como diria Norbert Blüm: “O sentimento de alegria por ajudar os outros deveria ser propiciado a todos os jovens.”

O GJSM
FEVEREIRO DE 2010
Foto: Igreja Matriz de Valongo