Domingo de manhã, pelas 8h 30m saía de junto da casa do Grupo Local da APARF de Ermesinde, bem junto à igreja matriz, uma camioneta, gentilmente cedida pela Junta da Freguesia de S. Pedro Fins, em direcção à Tocha, Cantanhede.
Para esta autarquia que se fez representar pelo Amigo Sr. Alvarinho Sampaio (Tesoureiro) o nosso reconhecido OBRIGADO.
Ao motorista Sr. Benjamim também o nosso bem-haja pela simplicidade e simpatia.
Nela iam membros do Grupo Local da APARF, de Ermesinde (Mónica, Graça, Domingos, Pedro Sousa, Miguel e João), voluntários (o Nuno Pereira, o Vicente, o Lobão, o Hélder, a Isabel e a Ana Luísa) e amigos das vítimas da lepra e de todas as lepras (Olinda e Patrícia Sousa, Pinto e esposa, Aninhas, Emília (pioneira desta luta em Ermesinde) o Filipe e os Pais, duas senhoras de Sampaio e a Albertina (uma senhora do Porto que quer ser voluntária em África).
Após a passagem da ponte do Freixo eram todos convidados a uma oração matinal.
A razão da nossa ida até junto de enfermos tão especiais era a todos explicados, se bem que muitos já saibam bem o porquê destas visitas-convívios anuais na Tocha.
Mas iam alguns cuja entrega à causa ainda é recente... e também os novos acompanhantes - amigos, precisavam saber a finalidade de tal viagem.
Era para estarmos com eles (os enfermos), ouvirmos as suas preocupações e sobretudo, para além de os fazermos sorrir, com a nossa alegria, deveríamos, acima de tudo, dar-lhes o nosso tempo e escutá-los (diferente de ouvir).
Lá chegados saímos da camioneta e entramos no Hospital Rovisco Pais para uma primeira saudação aos doentes e a todos deixarmos uma lembrança concebida por uma jovem designer (voluntária).
Aí senti algum mal-estar e inquietação interior muito forte - alguns que nos conheciam muito bem, por razões de saúde, já têm muita dificuldade em termos auditivos e visuais.
O ícone dos enfermos - o Sr. Abel nem conheceu os seus amigos, na primeira abordagem... insistimos e foi possível o reencontro de amigos.
A D. Emília (uma senhora - doente, muito linda) perturbou-me porque afirmou: "vocês são as pessoas mais importantes para nós" - quanta honra e quanta responsabilidade...
Tornamo-nos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos como nos diz St. Exupery.
Seguiu-se após a primeira saudação a celebração da Eucaristia, momento lindo em que fazemos memória do AMOR DE DEUS por nós, na capela do Hospital, sob a presidência do P. Alexandre, sendo concelebrante o P. António Carlos e o P. Gregório (antigo Presidente da Direcção da APARF).
Na celebração orei ao SENHOR por todos, e são muitos, graças a Deus, os voluntários desta causa e que, pelas mais diversas razões não puderam acompanhar-nos nesta visita.
São de Ermesinde, Susão e Valongo.
São os DOARES de tantas comunidades próximas de Ermesinde e seus Párocos, tão solícitos e generosos na abertura à CAUSA DA LUTA CONTRA A LEPRA E TODAS AS LEPRAS.
Por todos rezei e pedi as melhores bênçãos de Deus.
Almoçamos e após a refeição continuamos a nossa visita aos doentes - afinal a razão da nossa ida até lá.
Fomos ao núcleo habitacional onde saudamos e cantamos para a nossa querida D. Ana (quais rouxinóis a cantar!).
E enquanto isso acontecia o arraial popular continuava junto à entrada principal do Hospital e eu e outros íamos falando aqui e ali com este e aquela doente ou amigo da APARF.
Olho ao meu lado e sou surpreendido (ou não...) pelo membro do Grupo APARF o Miguel que está já há algum tempo numa amena e saudável cavaqueira com o Sr. José do Carmo (doente) e noto uma grande cumplicidade e atenção. O Miguel não se cansa de o escutar - isso mesmo ESCUTA-O, dá-lhe o seu tempo, a sua atenção. Não resisto e tiro uma foto que retrata a forma como se deve estar com estes FILHOS DE DEUS - à escuta... As suas "histórias de vida" são um manancial de conhecimento e sentido para a nossa Vida. O Miguel entende-o muito bem e deu um belo testemunho neste Domingo. Eu vi. E são estes valores HUMANOS DE SOLIDARIEDADE, RESPEITO E SENTIDO DE SERVIÇO que o Miguel tem procurado transmitir aos seus filhos e de modo especial (porque tenho testemunhado) ao João que é também um voluntário muito dedicado e com grande sensibilidade (filho mais novo).
Num balanço geral eu diria que todos estiveram muito bem, mas o testemunho que mais me tocou nesta visita-convívio (desta vez), foi o do Miguel, membro do Grupo APARF há pouco mais de um ano e que SERVE ESTA CAUSA com um sentido e com um coração enorme.
Nela iam membros do Grupo Local da APARF, de Ermesinde (Mónica, Graça, Domingos, Pedro Sousa, Miguel e João), voluntários (o Nuno Pereira, o Vicente, o Lobão, o Hélder, a Isabel e a Ana Luísa) e amigos das vítimas da lepra e de todas as lepras (Olinda e Patrícia Sousa, Pinto e esposa, Aninhas, Emília (pioneira desta luta em Ermesinde) o Filipe e os Pais, duas senhoras de Sampaio e a Albertina (uma senhora do Porto que quer ser voluntária em África).
Após a passagem da ponte do Freixo eram todos convidados a uma oração matinal.
A razão da nossa ida até junto de enfermos tão especiais era a todos explicados, se bem que muitos já saibam bem o porquê destas visitas-convívios anuais na Tocha.
Mas iam alguns cuja entrega à causa ainda é recente... e também os novos acompanhantes - amigos, precisavam saber a finalidade de tal viagem.
Era para estarmos com eles (os enfermos), ouvirmos as suas preocupações e sobretudo, para além de os fazermos sorrir, com a nossa alegria, deveríamos, acima de tudo, dar-lhes o nosso tempo e escutá-los (diferente de ouvir).
Lá chegados saímos da camioneta e entramos no Hospital Rovisco Pais para uma primeira saudação aos doentes e a todos deixarmos uma lembrança concebida por uma jovem designer (voluntária).
Aí senti algum mal-estar e inquietação interior muito forte - alguns que nos conheciam muito bem, por razões de saúde, já têm muita dificuldade em termos auditivos e visuais.
O ícone dos enfermos - o Sr. Abel nem conheceu os seus amigos, na primeira abordagem... insistimos e foi possível o reencontro de amigos.
A D. Emília (uma senhora - doente, muito linda) perturbou-me porque afirmou: "vocês são as pessoas mais importantes para nós" - quanta honra e quanta responsabilidade...
Tornamo-nos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos como nos diz St. Exupery.
Seguiu-se após a primeira saudação a celebração da Eucaristia, momento lindo em que fazemos memória do AMOR DE DEUS por nós, na capela do Hospital, sob a presidência do P. Alexandre, sendo concelebrante o P. António Carlos e o P. Gregório (antigo Presidente da Direcção da APARF).
Na celebração orei ao SENHOR por todos, e são muitos, graças a Deus, os voluntários desta causa e que, pelas mais diversas razões não puderam acompanhar-nos nesta visita.
São de Ermesinde, Susão e Valongo.
São os DOARES de tantas comunidades próximas de Ermesinde e seus Párocos, tão solícitos e generosos na abertura à CAUSA DA LUTA CONTRA A LEPRA E TODAS AS LEPRAS.
Por todos rezei e pedi as melhores bênçãos de Deus.
Almoçamos e após a refeição continuamos a nossa visita aos doentes - afinal a razão da nossa ida até lá.
Fomos ao núcleo habitacional onde saudamos e cantamos para a nossa querida D. Ana (quais rouxinóis a cantar!).
E enquanto isso acontecia o arraial popular continuava junto à entrada principal do Hospital e eu e outros íamos falando aqui e ali com este e aquela doente ou amigo da APARF.
Olho ao meu lado e sou surpreendido (ou não...) pelo membro do Grupo APARF o Miguel que está já há algum tempo numa amena e saudável cavaqueira com o Sr. José do Carmo (doente) e noto uma grande cumplicidade e atenção. O Miguel não se cansa de o escutar - isso mesmo ESCUTA-O, dá-lhe o seu tempo, a sua atenção. Não resisto e tiro uma foto que retrata a forma como se deve estar com estes FILHOS DE DEUS - à escuta... As suas "histórias de vida" são um manancial de conhecimento e sentido para a nossa Vida. O Miguel entende-o muito bem e deu um belo testemunho neste Domingo. Eu vi. E são estes valores HUMANOS DE SOLIDARIEDADE, RESPEITO E SENTIDO DE SERVIÇO que o Miguel tem procurado transmitir aos seus filhos e de modo especial (porque tenho testemunhado) ao João que é também um voluntário muito dedicado e com grande sensibilidade (filho mais novo).
Num balanço geral eu diria que todos estiveram muito bem, mas o testemunho que mais me tocou nesta visita-convívio (desta vez), foi o do Miguel, membro do Grupo APARF há pouco mais de um ano e que SERVE ESTA CAUSA com um sentido e com um coração enorme.
E ele que me diz que eu o enganei (outras conversas...) ainda bem que o enganei!
Mas não me enganei a mim próprio, muito melhor, DEUS NUNCA SE ENGANA NAS SUAS ESCOLHAS! (através de mim Deus escolheu-o).
AMAR-AGIR é um lema proposto por Raoul Follereau e todos deram um pouco de si, àqueles a quem a VIDA pouco proporcionou.
Na foto:
A cumplicidade do Miguel (membro do grupo APARF de Ermesinde) e do Sr. José do Carmo (enfermo)



