sábado, 20 de fevereiro de 2010

O GRUPO DE JOVENS DE S. MAMEDE DE VALONGO NA LUTA CONTRA A LEPRA !



COMO VIVEU O GRUPO DE JOVENS A CAMPANHA CONTRA A LEPRA?


No passado dia 31 de Janeiro, celebrou-se o dia Mundial dos Leprosos.
Tendo sido solicitada colaboração ao Grupo de Jovens S. Mamede, nesta campanha de luta contra a lepra, doença que ainda nos dias de hoje continua a afectar milhares de pessoas um pouco por todo o mundo, incluindo Portugal, aquele encarou esta actividade como um novo desafio.
Já não sendo inédito participar em campanhas de solidariedade, esta mereceu uma atenção especial: a nossa humilde colaboração poderia ajudar a salvar vidas!
Como é possível, nos dias de hoje, continuar a existir uma doença que se pode combater com apenas 25 euros?
É nestes momentos que nos sentimos pequeninos face aos problemas dos outros.
Num mundo materialista em que pouco se faz pelo próximo, precisávamos parar e pensar um pouco naqueles que realmente nada têm, que lhes falta até a saúde...
O grupo organizou-se e colocou a sua esperança na colaboração generosa de todos os Valonguenses, para que de acordo com as possibilidades de cada um, colaborassem nesta nobre causa.
Pode-se dizer que o sentimento de ajuda ao próximo encheu o coração dos jovens .
Agora que terminou mais esta actividade, cada um dos elementos do grupo saiu desta campanha fortalecido, enriquecido e , sobretudo mais sensível ao mundo que os rodeia.
Como diria Norbert Blüm: “O sentimento de alegria por ajudar os outros deveria ser propiciado a todos os jovens.”

O GJSM
FEVEREIRO DE 2010
Foto: Igreja Matriz de Valongo

domingo, 24 de janeiro de 2010

PARÓQUIA DE S. LOURENÇO DE ERMESINDE, ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO !


No último Domingo de Janeiro de cada ano, ocorre o Dia Mundial dos Leprosos, instituído pela ONU, em 1954, a pedido de Raoul Follereau, o «Vagabundo da caridade» e Apóstolo dos Leprosos.
A Lepra não é hereditária como se julgou durante séculos, mas contagiosa, pois passa de uma pessoa afectada a uma outra “susceptível”. O contágio dá-se em ambientes e entre populações que sofrem de desnutrição, sem acesso a água potável e portanto com baixos padrões de higiene. O bacilo de Hansen (nome do médico norueguês que, em 1873, identificou o bacilo causador da Lepra) tem um longo período de incubação até à sua manifestação (manchas na pele). Por isso, não havendo vacina, torna-se difícil a erradicação da doença, pois os meios de prevenção (alimentação, água potável e higiene) faltam em vastíssimas regiões de muitos países. A Lepra continua, portanto, a ser “filha primogénita da pobreza”, como lhe chamava Follereau.
O Dia Mundial dos Leprosos de 2010 será mais uma oportunidade para reflectir sobre a situação de sofrimento das vítimas desta doença, para partilhar com elas alguns bens, para ajudar a tratar as suas feridas, a aliviar a sua indigência, a reabilitar e reinserir quem está marginalizado por causa desta enfermidade.
Actualmente há tratamento e cura para a Lepra e são tratados, efectivamente, cerca de um milhão de doentes por ano. Quando a doença é diagnosticada e tratada a tempo, previne-se a formação de úlceras, a afectação do sistema nervoso periférico, a produção de lesões graves e amputações nos pés e nas mãos e evita-se a cegueira. No entanto, a pobreza, as injustiças sociais, a ignorância, as guerras e as calamidades naturais causam o aparecimento de 400/500 mil casos novos por ano.
Em países de expressão oficial portuguesa como Angola, Moçambique e Brasil, a lepra ainda é endémica. Em Portugal, felizmente, esta doença não constitui problema de saúde pública, registando-se, todavia, 2/3 casos novos por ano. Contam-se por poucas centenas os leprosos e ex-leprosos nascidos em Portugal; são pessoas idosas cuja situação ao nível da saúde está completamente controlada. Na Região Centro Litoral, tradicionalmente, a mais afectada do País, foi construído o Hospital Rovisco Pais (Tocha/Cantanhede), onde se tratam e são acolhidos leprosos e ex-leprosos.
Inspirada na vida e obra de Raoul Follereau, o homem que dedicou 50 anos da sua vida a esta causa, orientando a sua acção sob o lema “combater a Lepra e todas as causas de exclusão social” a APARF [Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau] é bem conhecida e actuante entre nós. Juridicamente, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com estatuto de Utilidade Pública (Pessoa Colectiva nº 501 802 282; Conta Bancária: Nº 0557030331431 [CGD Olivais/Lisboa] NIB: 0035 0557 0003 0331 43165). O Grupo Local de Ermesinde, integrado principalmente por jovens, dispõe-se a prosseguir até à vitória final a guerra contra a Lepra. Eles contam com o nosso apoio e generosidade. E nós contamos com o seu entusiasmo.

In: "Igreja Viva" (Boletim da Paróquia de S. Lourenço de Ermesinde

PS: Na foto um voluntário da APARF, o futuro médico Nuno Vicente denunciando a existência da doença, numa acção de sensibilização da comunidade paroquial de Ermesinde.

Foto: Abílio Cardoso