terça-feira, 28 de junho de 2011

Domingo, 26 de Junho de 2011, VISITA-CONVÍVIO AOS ENFERMOS DE LEPRA, TOCHA(CANTANHEDE) !


TESTEMUNHO

Acordei, arranjei-me e lá parti em direcção à casa APARF.
Mais um dia pela frente. Um dia talvez diferente de todos os outros, um dia muito mais especial.
Próxima paragem, Tocha, visita aos Enfermos de Lepra.
Durante a viagem, um convívio tão bom entre as pessoas que lá estavam, com os meus amigos, um pensamento tão profundo que apenas me perguntava como iria ser quando visse os leprosos.
Chegamos, sai da camioneta e vi tanta gente, um convívio ainda maior que o da camioneta. Passo entre passo e conheci o Sr. João, pessoa mais carinhosa, recebeu-me de forma tão querida, forma tão boa que logo ali senti-me em casa.
Seguidamente fomos entregar as lembranças que tínhamos levado, quando entrei naquele hospital, uma enorme alegria invadiu-me, uma luz acendeu-se dentro de mim e fez-me ficar com um sorriso do qual não conseguia me livrar. Ansiosa queria conhecer todos os leprosos, mas um em especial, o Sr. Abel.
Não sei explicar, mas existe algo que me faz querer descobrir mais e mais dele, tenho um carinho por ele que dificilmente saberei explicar, vê-lo foi uma das maiores alegrias que tive neste dia. Ver a felicidade dele por nos ver, fez com que eu ficasse ainda mais feliz.
É tão bom estar junto deles, é que eles apesar do problema que tem, são tão especiais e fazem com que as pessoas se sintam tão bem ali. São uma FAMILIA daquelas que só se tem uma vez na vida e não se quer perder nunca.
Fomos almoçar. Mas logo a seguir ao almoço tivemos um pequeno acidente que graças a Deus soubemos resolver. Depois voltamos para o convívio no hospital e ali permanecemos até virmos embora.
No regresso a Ermesinde já vínhamos todos cansados, mas sempre com muita alegria e um grande sorriso.
Antes de partirmos para as nossas casas, fomos à APARF e lá fizemos uma oração, na qual podemos exprimir aquilo que tínhamos vivido neste dia.
Confesso que eu não sabia bem como ia lidar com tudo isto no início e confesso que não pensei agarrar esta causa da forma que hoje quero agarrar.
Hoje sei bem o que quero e fazer parte do grupo APARF é uma certeza do que quero.

Pois hoje eu fiquei a saber que ajudar e visitar os Enfermos da Lepra é algo que farei com um AMOR MUITO GRANDE.

São pessoas muito especiais das quais não desistirei, irei sempre ajudar, sempre dar o meu apoio.

Quando me pedem para falar desta causa falo com um sorriso na cara, pois ela é para ser mesmo assim falada com um sorriso na cara. Não deixo nem deixarei nunca deixar de o falar sem ser com esse sorriso, pois se hoje posso fazer por estas pessoas algo, sei que mais tarde se eu precisar alguém vai fazer por mim o mesmo.
Realizei mais um dos meus sonhos e este sim foi o sonho mais importante que eu queria realizar, este foi o sonho que eu tinha guardado no coração em tão pouco tempo, mas que de um momento para o outro realizou-se de forma tão linda que hoje sinto-me feliz, feliz por saber que fiz algo que muita gente deveria fazer.

“ Se gosto de sorrir no dia a dia, junto deles gosto de sorrir ainda mais “

(Sara Castro, voluntária)




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