quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A LEPRA EM PORTUGAL E NO MUNDO!


O litoral centro do país foi, desde sempre, o mais afectado pela doença da lepra. Foi nessa região que se construiu o Hospital Rovisco Pais, na Tocha, Cantanhede, para cuidar dos leprosos. Actualmente, a doença não representa qualquer problema de saúde pública em Portugal, estimando-se em algumas centenas o número de leprosos e ex-leprosos nascidos no País.
No entanto, continuam a verificar-se novos casos devido à presença de pessoas oriundas de países endémicos. Segundo os últimos números oficiais, há no mundo entre 5 e 10 milhões de leprosos a receber tratamento e aparecem 400 a 500 mil novos casos de lepra por ano. Isto deve-se à pobreza, desnutrição, falta de água potável e ausência de higiene. Há múltiplas organizações não governamentais que, inspirando-se na mensagem de Raoul Follereau, desenvolvem acções de tratamento e cura de leprosos por todo o mundo.
Em Portugal, existe a Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau (APARF) a qual colabora com ajuda material e social, ao mesmo tempo que acompanha os casos mais urgentes e de maior necessidade, tanto nacionais como estrangeiros.
A acção desta associação não se limita a Portugal, financiando cerca de 100 projectos em África, América e Ásia no valor aproximado de 900 mil euros. Os projectos privilegiam o tratamento, cura e reinserção de leprosos, a educação para a saúde, a formação de técnicos de saúde, a compra de material médico e a construção e equipamento de centros de saúde.
Foto: Sr. Fabião (enfermo de lepra de Moçambique)
Fonte: Revista Além-Mar (Missionários Combonianos)

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