quinta-feira, 6 de agosto de 2009

1 DE AGOSTO DE 2009 - ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE LEPRA



Boa noite.
Quando no dia 01/08 entrei na "nossa casa de Ermesinde", para mais uma reunião do nosso Grupo Local, estava longe de imaginar o que me esperava e o quanto iria ser profícua essa reunião.
Após ter sido lida a acta de última reunião, foi-nos comunicado pelo nosso Coordenador Geral, que o programa deste encontro, seria totalmente preenchido pela intervenção da Srª Drª Mónica Nardone. Sim meus amigos: Srª Drª Mónica Nardone. Pasmados? Somente quem não assistiu é que poderia ficar pasmado.
Quem lá esteve, pôde desfrutar de uma portentosa acção de formação sobre Lepra. Os noviços (onde naturalmente me incluo, conjuntamente com o meu filho João e a nossa amiga Guilhermina), saborearam toda aquela informação, qual criança que come lentamente o seu gelado, com pena de o ver chegar ao fim. Era tal o domínio da situação, que tudo fluia naturalmente (sempre coadjuvada pelas sábias intervenções do Carlos Santos ).
Ficamos a saber (outros apenas relembraram), que a Lepra:
- apareceu na Índia e que remonta a 1500 anos A.C.
- que se tratava de uma doença impura e que originava a marginalização dos leprosos do resto da sociedade, apelidando-os de mortos-vivos
- que o seu nome na altura era Kushita
- que se difundiu por toda a Europa alguns séculos depois
- que se trata de uma doença infecciosa crónica ( Mycrobacterium Leprae )
- que tem um longo período de incubação ( 2 a 5 anos )
- que ataca o sistema nervoso periférico
- que ainda não existe qualquer vacina
- que atinge 1,92% da população mundial
- que o seu nome é de origem grega e significa " escama"
- que a sua transmissão ocorre pelas vias respiratórias ( vias aéreas superiores ), através do tossir, cuspir ou espirrar.
- que está directamente relacionada com alimentação e higiene
- que podemos avaliar se trata de Lepra ou de uma simples irritação cutânea, através da sensibilidade: táctil, dolorosa e térmica.
- que se classifica em tubercoloide, lepromatosa e dimorfa
- que no que concerne ao tipo de lesões pode ser Multibacilar ( mais do que 5 lesões cutâneas ) ou paucibacilar (até 5 lesões cutâneas)
- que os seus tratamentos são feitos através de antibióticos ( diários e sem esquecimentos )
- a sua prevenção pode ser feita através de fisioterapia, massagens, protecção e lubrificação das mãos e etc.
- que a sua distribuição demográfica pelo globo, incide em África e América do Sul.
Nessa altura, perguntamos a nós próprios: E a China? E os países de Leste? Será que estão imunes ou não nos é permitido saber o que lá se passa relativamente a esta doença?
Muito mais havia para dizer, meus amigos. Porém, foi-me pedido apenas um resumo.
Perdoem-me qualquer gafe, mas apenas me servi dos apontamentos recolhidos e sem rede que me alertasse para qualquer erro nas designações técnicas.
Conto com o apoio do Carlos e da Mónica para me informarem dos mesmos.

Como poderão constatar, apesar de Fontilles ser uma paisagem paradisíaca, com Muralhas Inacessíveis, Vales Verdejantes, Rios Apetecíveis e um Sol Mais Radioso que os Restantes (até rimei), a nossa "enviada especial" não foi em turismo. Ouviu, recolheu e transmitiu tudo com classe, sabedoria e enorme dedicação, como somente um profissional o faria.

Parabéns Mónica pelo magnífico trabalho

Miguel Barbosa
APARF - Grupo Local de Ermesinde

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